Já estamos em outubro e quando menos esperarmos já é época natalina.a Por este motivo quem for visitar Belo Horizonte na época de Natal não pode deixar de visitar o Presépio Pipiripau.

Só em Minas poderia ter um presépio assim. Divertido e inusitado, são 580 personagens tipicamente mineiros, movendo-se e narrando a vida de Cristo em 45 cenas. Começou a ser construído em 1906 por Raimundo Machado de Azevedo, em sua própria casa.

Hoje, o presépio tem um espaço exclusivo no Museu de História Natural da UFMG na Avenida Gustavo da Silveira 1035, Bairro Horto.

O Pipiripau conta a história de Jesus Cristo e revela curiosidades em 45 cenas entre o nascimento dele, que mexe os pezinhos na manjedoura, e a morte, com direito a raios e trovões, e a ressurreição.

No presépio tem religião e cenas do cotidiano de Belo Horizonte. As igrejas com a procissão, o carrossel, a lavadeira, o sanfoneiro.

Com peças modeladas em argila, papel machê, conchas e outros materiais – e engenhoso maquinário desenvolvido a partir de barbante, carretéis de linha, polias, mecanismos de relógio, radiola, gramofone e todo tipo de maquinário que seu criador fosse conhecendo por décadas – o Pipiripau é Patrimônio Cultural e Artístico e uma das mais significativas expressões da arte popular da capital mineira.

Em 1984, o Presépio do Pipiripau foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ele é um dos maiores patrimônios de cultura, a obra da vida de um grande artista popular. As cenas e personagens que ele construiu aliam a religiosidade do povo mineiro, a simplicidade de seu cotidiano e o deslumbre com os engenhos.

 

 

 


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